Yangon, Mianmar, 11 janeiro de 2026, Xinhua – Eleitores em Mianmar participaram neste domingo (11) da segunda fase da eleição geral organizada pela junta militar, em meio à exclusão de facções democráticas e à expectativa de vitória do partido alinhado às Forças Armadas. O processo ocorre enquanto o país segue mergulhado em uma guerra civil que já dura cinco anos, desde o golpe que derrubou o governo eleito.
A votação está sendo realizada em três etapas, distribuídas por diferentes municípios. A fase deste domingo incluiu seções eleitorais em Yangon, a maior cidade do país. A junta afirma que o objetivo do pleito é iniciar uma transição para um governo civil, apesar das críticas internas e externas.
A comunidade internacional tem condenado amplamente o processo, classificando-o como uma eleição sem legitimidade. Organizações de direitos humanos e governos estrangeiros afirmam que o pleito não atende aos padrões mínimos de transparência e inclusão.
A terceira e última fase da votação está prevista para ocorrer em 25 de janeiro, com a divulgação dos resultados esperada ainda neste mês. Segundo a comissão eleitoral, o USDP conquistou mais de 80 por cento das cadeiras nas duas casas do Parlamento durante a primeira fase, realizada em 102 dos 330 municípios do país.
Diante das dúvidas sobre a legitimidade do processo, a atenção agora se volta para a reação da comunidade internacional e para possíveis medidas diplomáticas ou econômicas que possam ser adotadas em resposta ao avanço da junta militar.
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