-2.9 C
Kóka
terça-feira, 13 janeiro, 2026 12:10: pm
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img

Protestos no Irã deixam mais de 500 mortos, diz grupo de direitos humanos

Manifestações contra inflação se intensificam e ampliam tensão entre Teerã, EUA e Israel

spot_img

Teerã, Irã, 12 janeiro de 2026, IRNA – Os protestos contra a disparada dos preços continuaram no Irã neste domingo (11), com grupos de direitos humanos relatando mais de 500 mortos desde o início das manifestações no fim de dezembro. As mobilizações, inicialmente motivadas pela inflação agravada por sanções ocidentais, evoluíram para atos abertamente contrários ao governo.

Segundo uma organização sediada nos Estados Unidos, ao menos 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança morreram nas últimas semanas. Profissionais de saúde afirmam que o número real pode ser ainda maior, especialmente na capital, Teerã, onde há relatos de feridos que não chegam aos hospitais por medo de represálias.

O presidente Masoud Pezeshkian declarou que a população “tem o direito de protestar”, mas acusou Estados Unidos e Israel de fomentarem o caos, citando episódios como incêndios em mesquitas.

As declarações ampliaram a tensão diplomática. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que Washington poderá lançar um ataque contra o Irã caso as autoridades intensifiquem a repressão aos manifestantes. Segundo a imprensa norte-americana, Trump deve se reunir com altos funcionários na terça-feira (13) para discutir possíveis respostas à crise.

O clima se agravou ainda mais após o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmar que, em caso de ataque ao país, bases militares dos EUA em Israel e em outras partes do Oriente Médio seriam consideradas “alvos legítimos”.

Autoridades iranianas alertam que a continuidade das manifestações e a pressão internacional podem desencadear uma escalada regional sem precedentes.

Enquanto isso, os protestos seguem se espalhando por diversas cidades, impulsionados pelo descontentamento popular com a crise econômica e pela crescente repressão. Observadores internacionais afirmam que o país enfrenta seu momento mais delicado desde 2022, com risco de deterioração rápida da estabilidade interna.

SourceNHK

Artigos relacionados

ÁSIA

spot_imgspot_img