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Painel confirma assédio sexual por ex-governador de Fukui

Fukui, Japão, 8 de janeiro de 2025, NHK – Um painel investigativo especial da província de Fukui concluiu que o ex-governador Sugimoto Tatsuji cometeu assédio sexual contra ao menos quatro funcionárias públicas. A apuração identificou cerca de 1.000 mensagens impróprias enviadas pelo ex-governador, além de episódios confirmados de contato físico inadequado.

A investigação, conduzida por três advogados externos, foi iniciada após uma denúncia formal apresentada por uma funcionária. O processo envolveu entrevistas com o denunciante, o ex-governador e aproximadamente 6.000 servidores da administração provincial.

O relatório afirma que “as ações do ex-governador configuram assédio sexual claro e reiterado, violando a confiança depositada em sua função pública”.

Segundo o painel, o comportamento inadequado de Sugimoto começou quando ele ainda chefiava o departamento de assuntos gerais da província e continuou até o ano passado. Entre as mensagens enviadas às funcionárias, havia pedidos de encontros íntimos e comentários de cunho sexual.

A investigação também confirmou três casos de assédio envolvendo contato físico. Em um deles, Sugimoto teria pedido que uma funcionária se sentasse ao seu lado em um restaurante e tocado suas coxas.

O painel destacou que não é possível descartar que as condutas possam violar a Lei Antistalking ou configurar o crime de ato indecente forçado, o que pode levar a desdobramentos criminais.

Os investigadores concluíram que “as explicações do ex-governador carecem de credibilidade” e que sua responsabilidade é “grave”, mesmo após sua renúncia.

Durante o processo, Sugimoto afirmou não ter consciência de que suas mensagens poderiam ser interpretadas como assédio e disse não se lembrar de ter tocado funcionárias. O painel considerou essas justificativas inconsistentes com as evidências coletadas.

A administração provincial deve agora avaliar medidas disciplinares adicionais e revisar protocolos internos de prevenção ao assédio, em meio à repercussão do caso e à pressão pública por maior transparência.

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