Yangon, Myanmar, 25 de janeiro de 2026, Xinhua – Eleitores em Myanmar participaram neste domingo (25) da terceira e última fase da eleição geral, marcada por forte expectativa de vitória das forças pró-militares e por críticas da comunidade internacional quanto à legitimidade do processo.
A votação foi realizada em três etapas desde o final de dezembro, abrangendo diferentes distritos. O processo foi conduzido diretamente pelos militares, que alegam estar promovendo uma transição para o governo civil. No entanto, o país permanece em meio a uma guerra civil entre a junta e grupos pró-democracia.
Pela constituição, um quarto das cadeiras é reservado às Forças Armadas. Somadas às vagas conquistadas pelo Partido da União Solidariedade e Desenvolvimento, apoiado pela junta, o bloco militar assegura controle sobre o legislativo.
Os resultados finais devem ser divulgados ainda em janeiro, e a nova estrutura de governo está prevista para ser instalada até abril. Observadores internacionais, entretanto, apontam que partidos e grupos pró-democracia foram excluídos da disputa, levantando sérias dúvidas sobre a credibilidade da eleição.
O ministro das Relações Exteriores da Malásia, Mohamad Hasan, declarou recentemente que a ASEAN não reconhecerá o pleito, reforçando o isolamento diplomático de Myanmar na região.
Com o desfecho da votação, cresce a preocupação de que o país siga sob forte influência militar, dificultando avanços rumo à estabilidade política e à reconciliação nacional.
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