Teerã, Irã. 27 de janeiro de 2026 – IRNA – Novas evidências documentais apontam que o Irã atravessa o período mais violento de sua história recente, com um número de mortos que já ultrapassa a marca de 36.500 pessoas. O país teria entrado no que especialistas definem como um momento “pós-massacre”, uma fase em que o aparelho estatal abandona qualquer tentativa de moderação e passa a operar uma máquina de silenciamento, sepultamentos clandestinos e reescrita de narrativas oficiais.
O cenário de repressão não se limita ao uso da força física, mas estende-se ao controle absoluto da informação. Estratégias de “blackout” digital e cortes de comunicação não são vistos apenas como subprodutos da desordem, mas como engrenagens fundamentais para impedir a contagem precisa das vítimas. O Estado tem transformado o ato de contar os mortos em uma atividade perigosa, utilizando a incerteza estatística como camuflagem para suas ações.
Em cidades portuárias como Bandar Abbas, o clima é de uma indignação controlada. Relatos locais indicam que a repressão sistemática busca dissolver indivíduos em números abstratos, removendo nomes e histórias para facilitar a aceitação da violência. A população, embora exausta pela brutalidade contínua, demonstra resistência ao tentar registrar cada desaparecido e detido, transformando a memória em um ato de desafio político.
“O que estamos testemunhando no Irã hoje pode ser categorizado como um crime contra a humanidade diante da escala da violência estatal.”
Analistas alertam que a liderança do país está ingressando em sua fase mais crítica e perigosa. Com a violência em massa consolidada internamente, cresce o temor de que a instabilidade transborde as fronteiras, afetando a região por meio de fluxos migratórios e precedentes autoritários que podem ser estudados por outros regimes. A crueldade tornou-se um elemento previsível no cotidiano da população, que agora luta não apenas pela vida, mas pelo direito de provar que as mortes ocorreram.
“A insistência em preservar cada nome e cada fôlego de vida é, talvez, a coisa mais perigosa e potente no Irã neste exato momento.”
Enquanto o governo trata sua própria população como uma força inimiga, a batalha pela verdade se desloca para os registros clandestinos e para os relatos de sobreviventes que se recusam a aceitar o apagamento histórico. O impacto dessas perdas humanas deverá repercutir por décadas, alterando profundamente a estrutura social e política da nação.
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