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Khamenei alerta EUA enquanto protestos no Irã ultrapassam 640 mortos

Teerã, Irã, 13 janeiro de 2026, IRNA – O número de mortos nos protestos antigovernamentais que se espalham pelo Irã desde o final do mês passado ultrapassou 640 pessoas, segundo estimativas de um grupo de direitos humanos sediado nos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo iraniano afirma que a situação está sob controle e intensifica o discurso contra possíveis ações externas.

As manifestações, motivadas principalmente pela alta acentuada dos preços — atribuída por Teerã às sanções econômicas impostas por países ocidentais — têm provocado confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança. O grupo de monitoramento aponta que, até 12 de janeiro, 646 pessoas haviam morrido, incluindo 505 manifestantes e 133 agentes de segurança.

Em resposta ao agravamento da crise, o governo iraniano organizou em 12 de janeiro um grande ato público para homenagear civis e membros das forças de segurança mortos nos confrontos. A mobilização foi apresentada como prova de que o Estado retomou o controle das ruas.

Em comunicado, o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei afirmou que o ato “é um aviso aos políticos dos EUA para cessarem suas ações enganosas e deixarem de confiar em mercenários traidores”.

A declaração ocorre no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar avaliando uma possível ação militar contra o Irã, embora tenha indicado que Washington mantém canais de comunicação com Teerã. A tensão entre os dois países aumentou significativamente desde o início das manifestações.

Em meio ao cenário de instabilidade, um veículo de mídia russo informou que o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, conversou por telefone em 12 de janeiro com Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Segundo o relato, ambos concordaram em manter contato e cooperar para garantir segurança regional.

A crise atual é considerada uma das mais graves enfrentadas pelo governo iraniano em anos, combinando pressões econômicas, instabilidade interna e crescente tensão diplomática com os Estados Unidos.

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