Junta de Mianmar dribla sanções para importar combustível de aviação

Relatório aponta uso de navios com rastreamento desligado para transportar combustível suspeito de vir do Irã

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Naypyidaw, Mianmar, 29 de janeiro de 2026, Reuters – Um novo relatório aponta que o Exército de Mianmar tem burlado sanções impostas pelo Ocidente ao importar combustível de aviação suspeito de ser fornecido pelo Irã. Segundo a análise, o material estaria sendo utilizado em ataques aéreos contra civis desde que a junta militar assumiu o poder em 2021.

A investigação detalha que os carregamentos chegam ao país por meio de navios que desligam seus sistemas de radar e manipulam dados de localização para evitar rastreamento. A prática, segundo especialistas, é comum em operações destinadas a ocultar rotas e origens de produtos sancionados.

A análise identificou quatro embarcações responsáveis por pelo menos nove entregas entre meados de 2024 e o fim de 2025. Duas delas têm histórico documentado de exportar combustível iraniano e já são alvo de sanções dos Estados Unidos.

O relatório também aponta que 2025 foi o ano mais letal de ataques aéreos desde o golpe militar de 2021, com o aumento do uso de aeronaves em ofensivas contra áreas civis e grupos de resistência.

Informações adicionais indicam que o Irã se tornou o principal fornecedor de combustível de aviação para a junta, contornando sanções impostas a ambos os países. Além disso, o país persa também exportaria ureia, substância utilizada na fabricação de munições empregadas pelo regime militar.

Organizações de direitos humanos alertam que o fluxo contínuo de combustível e insumos militares fortalece a capacidade ofensiva da junta e dificulta esforços internacionais para conter a violência no país.

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