Ex-candidato opositor se declara presidente legítimo da Venezuela

Edmundo González, em vídeo, diz que captura de Maduro é passo importante, mas defende que vontade popular nas urnas seja respeitada. Comunidade internacional se divide.

0

Caracas, Venezuela, 5 de janeiro de 2026 (Japan Standard Time) – Agência EFE – O ex-candidato presidencial oposicionista Edmundo González declarou-se o líder legítimo da Venezuela, em um vídeo divulgado neste domingo (4) em suas redes sociais. A declaração ocorre após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

“A operação militar e a captura do presidente Maduro são um passo importante, mas não são suficientes. A vontade popular demonstrada através da eleição presidencial deve ser respeitada”, afirmou González no vídeo.

González foi o candidato lançado pelo bloco opositor nas eleições presidenciais de 2024, com o apoio da líder opositora María Corina Machado, laureada com o Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Após os comícios, ele fugiu para a Espanha, onde buscou asilo. Acredita-se que ele esteja tentando elevar seu perfil político após a queda de Maduro.

A reação internacional à operação norte-americana e à detenção do mandatário venezuelano evidenciou divisões profundas entre os países da região. A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) realizou uma reunião de emergência online no domingo (4), mas não conseguiu chegar a uma posição conjunta.

O governo venezuelano citou o chanceler Yvan Gil, que teria dito durante o encontro que o ataque “não é apenas contra a Venezuela, mas contra toda a América Latina”, instando o bloco a exigir unificadamente a retirada das forças dos EUA. Meios de comunicação brasileiros relataram que a falta de consenso impediu a divulgação de uma declaração comum.

Em contrapartida, Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha emitiram um comunicado conjunto expressando “profunda preocupação e firme rejeição” às ações militares dos EUA. O texto afirma que as ações “violam princípios fundamentais do direito internacional” e “constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regional”.

Enquanto isso, nações como Argentina e Paraguai, que mantêm relações mais próximas com o governo dos Estados Unidos, expressaram visões favoráveis à captura de Maduro, aprofundando o cisma diplomático no continente. O cenário permanece em fluxo, com a legitimidade política no centro do debate.

 

Radio Shiga
Siga-nos
Últimos posts por Radio Shiga (exibir todos)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.