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EUA rejeitam 90% das resoluções votadas na ONU em 2025

Segundo ano do governo Trump intensifica isolamento diplomático e amplia tensões com aliados tradicionais

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Nova York, Estados Unidos, 19 de janeiro de 2026, Associated Press (AP) – Os Estados Unidos votaram contra cerca de 90% das resoluções submetidas a votação na Assembleia Geral das Nações Unidas ao longo do último ano, durante o segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo dados divulgados por diplomatas da ONU, Washington registrou 170 votos contrários entre 187 resoluções aprovadas.

Em 43 ocasiões, os EUA foram o único país a votar “não”, destacando um afastamento crescente das posições majoritárias da comunidade internacional. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, mais de 300 resoluções foram aprovadas, incluindo as 187 submetidas a votação formal.

Durante sessão recente, um representante norte-americano classificou diversas resoluções como “uma lista globalista de causas culturais divisivas”, citando temas como clima e gênero.

O diplomata afirmou ainda que tais propostas “contrariam completamente a política externa ousada e pragmática da administração Trump”, reforçando que os EUA continuarão a votar contra resoluções consideradas desalinhadas com seus interesses.

O contraste com o governo anterior é significativo: sob a administração de Joe Biden, os Estados Unidos não haviam sido o único país a votar contra nenhuma resolução no período de um ano até janeiro de 2025.

Especialistas em relações internacionais apontam que a postura norte-americana tem causado desconforto entre aliados tradicionais. Analistas afirmam que representantes de países europeus demonstraram frustração ao ver Washington se opor a resoluções consideradas “normais e amplamente aceitas”.

Segundo especialistas, a atuação dos EUA como “agente obstrutivo” tem reduzido sua influência dentro do sistema da ONU, abrindo espaço para maior protagonismo de outras potências, especialmente a China.

O governo Trump também intensificou o distanciamento de organismos multilaterais. No início deste mês, o presidente assinou um memorando autorizando a retirada dos EUA de 66 organizações, convenções e tratados internacionais, ampliando o impacto global de sua política externa unilateral.

A mudança de postura norte-americana deve continuar a repercutir nas dinâmicas diplomáticas da ONU, especialmente em temas sensíveis como clima, direitos humanos e governança global.

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