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EUA pressionam aliados por gasto militar de 5% do PIB

Nova estratégia de defesa reforça foco no Hemisfério Ocidental e pede maior contribuição de parceiros globais

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Washington, Estados Unidos, 24 de janeiro de 2026, Associated Press (AP) – O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou a Estratégia Nacional de Defesa de 2026, documento que estabelece novas diretrizes para a segurança do país e reforça o pedido para que aliados e parceiros aumentem seus gastos militares e correlatos para 5% do PIB, o mesmo patamar acordado entre os membros da NATO.

A estratégia destaca um foco renovado no Hemisfério Ocidental, com ênfase especial nas Américas. Entre as prioridades, está a defesa do espaço aéreo norte-americano por meio do sistema antimísseis Golden Dome e de ações ampliadas contra ameaças aéreas não tripuladas.

O documento também afirma que os EUA garantirão acesso militar e comercial a “terrenos-chave”, incluindo o Canal do Panamá e a Groenlândia.

Em relação à China, o Pentágono afirma que o objetivo não é dominar ou sufocar o país, mas dissuadi-lo e estabelecer condições militares que permitam manter um equilíbrio de poder na região do Indo-Pacífico. A estratégia reforça a intenção de construir capacidades que impeçam agressões na chamada Primeira Cadeia de Ilhas, que abrange as ilhas Nansei, no sudoeste do Japão, Taiwan e áreas próximas às Filipinas.

O texto pede que aliados regionais assumam maior responsabilidade na defesa coletiva e prevê a ampliação dos canais de comunicação militar entre Washington e Pequim, afirmando que os EUA “serão fortes, mas não desnecessariamente confrontacionais”. O documento não menciona Taiwan diretamente.

Sobre a Coreia do Norte, a estratégia alerta que as forças de mísseis do país têm capacidade para atingir alvos no Japão e na Coreia do Sul com armas convencionais e nucleares, além de representarem risco de ataque nuclear ao território norte-americano. O relatório afirma que a Coreia do Sul está apta a assumir papel principal na dissuasão ao Norte, com apoio crítico, porém limitado, dos EUA.

A estratégia também cita o acordo entre países da NATO para elevar o gasto militar a 5% do PIB e reforça que Washington defenderá que esse padrão seja adotado globalmente, e não apenas na Europa.

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