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EUA deixam 66 organismos internacionais por ordem de Trump

Memorando presidencial determina saída imediata de agências da ONU e outros órgãos multilaterais considerados contrários aos interesses norte‑americanos.

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Washington, Estados Unidos, 8 de janeiro de 2025, Associated Press – A Casa Branca anunciou que o presidente Donald Trump assinou um memorando autorizando a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações, convenções e tratados internacionais. A medida representa uma das mais amplas retrações da participação norte-americana em estruturas multilaterais nas últimas décadas.

O documento, assinado na quarta-feira (8), inclui a saída de 31 entidades vinculadas às Nações Unidas. Segundo o governo, todas as agências federais foram instruídas a iniciar imediatamente os procedimentos para interromper a participação e o financiamento dos organismos listados.

Trump afirmou que permanecer nesses organismos é “contrário aos interesses dos Estados Unidos” e que o país deve priorizar políticas alinhadas à agenda America First.

Entre os órgãos dos quais os EUA se retirarão estão a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e o Fundo de População das Nações Unidas. A lista inclui ainda a Universidade das Nações Unidas, sediada em Tóquio, e o programa ONU-Habitat, cujo escritório regional da Ásia-Pacífico fica em Fukuoka, no oeste do Japão.

Também constam na relação instituições dedicadas à promoção da democracia, do Estado de Direito e de políticas ambientais e sociais. Segundo o governo norte-americano, muitas dessas entidades “não servem aos interesses nacionais” e representam gastos considerados excessivos.

A Casa Branca declarou que a retirada permitirá “economizar recursos dos contribuintes e redirecionar investimentos para prioridades domésticas”.

A decisão segue a linha adotada por Trump desde o início de seu segundo mandato. Em janeiro de 2025 (1), o presidente já havia anunciado a saída dos EUA do Acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde, reforçando sua postura crítica a organismos multilaterais.

Analistas avaliam que a medida deve intensificar tensões diplomáticas e ampliar o distanciamento dos EUA em relação a iniciativas globais de cooperação, especialmente nas áreas de clima, saúde e desenvolvimento.

SourceNHK

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