Tallinn, Harju, Estônia. 30 de janeiro de 2026. Agence France-Presse (AFP) – A Estônia iniciou uma ofensiva diplomática junto à União Europeia para implementar um banimento em todo o bloco contra ex-soldados russos que participaram da invasão à Ucrânia. A proposta, que ganhou força nesta semana, visa restringir permanentemente o acesso de veteranos de guerra do Kremlin ao Espaço Schengen, citando preocupações severas com a segurança interna e a integridade das fronteiras europeias.
O governo estoniano argumenta que indivíduos que integraram as forças de combate russas representam um risco potencial de desestabilização, atos de sabotagem e espionagem dentro do território europeu. Para as autoridades de Tallinn, a medida é uma extensão lógica das sanções já existentes e serve como um mecanismo de justiça e proteção contra aqueles que executaram ordens militares contra a soberania de uma nação vizinha.
“Aqueles que participaram ativamente da agressão contra a soberania ucraniana não devem desfrutar das liberdades e benefícios oferecidos pela União Europeia.”
A iniciativa surge em um momento de revisão estratégica das políticas de vistos para cidadãos russos. Embora alguns países da linha de frente, como a própria Estônia, Letônia e Lituânia, já apliquem restrições rigorosas em nível nacional, o objetivo agora é criar uma barreira uniforme. A falta de uma regra comum permite que ex-militares utilizem países com controles mais flexíveis como porta de entrada para circulação livre pelo continente.
A proposta detalha que a triagem deve identificar veteranos por meio de bancos de dados de inteligência e cooperação internacional. Especialistas em segurança apontam que a presença de combatentes treinados em solo europeu, muitos dos quais podem manter vínculos com os serviços de inteligência russos, é uma vulnerabilidade que o bloco não pode mais ignorar.
“A segurança coletiva da Europa depende de uma vigilância coordenada e do reconhecimento de que combatentes veteranos trazem riscos inerentes ao bloco.”
Representantes diplomáticos planejam levar o tema para as próximas reuniões ministeriais em Bruxelas. A expectativa é que a proposta enfrente debates intensos, especialmente sobre a viabilidade técnica de identificação desses indivíduos nas fronteiras externas. Contudo, a Estônia mantém a postura de que a conformidade ética e a segurança devem prevalecer sobre as facilidades burocráticas de viagem.
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