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Empresas japonesas veem cenário difícil nos negócios com a China

Pesquisa da NHK revela preocupação crescente do setor corporativo diante do agravamento das relações bilaterais e dos impactos tarifários dos EUA

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Tóquio, Japão, 17 de janeiro de 2026, NHK – Uma pesquisa realizada pela NHK com grandes empresas japonesas revelou que quase metade delas espera um cenário “difícil” para os negócios com a China em 2026. O levantamento, conduzido entre 12 de dezembro e 8 de janeiro, ouviu 100 companhias, das quais 71 responderam às questões relacionadas ao mercado chinês.

O resultado surge em meio ao agravamento das relações diplomáticas entre Japão e China, após declarações da primeira-ministra Takaichi Sanae no Parlamento sobre a possibilidade de uma emergência envolvendo Taiwan.

Questionadas sobre as perspectivas para 2026, 4% das empresas afirmaram que o ambiente de negócios será “muito difícil”, enquanto 45% preveem que será “um pouco difícil”. Para 49%, o cenário deve permanecer inalterado, e apenas 1% acredita em melhora.

As principais preocupações incluem restrições a intercâmbios humanos (46%), queda nas vendas devido a boicotes (40%) e possíveis limitações às exportações de terras raras e minerais estratégicos (40%).

Em relação às estratégias para lidar com o ambiente adverso, 23% das empresas afirmaram que pretendem reconstruir suas cadeias de suprimentos, enquanto 10% consideram redirecionar operações para mercados do ASEAN e outras regiões. Apesar das tensões, 14% planejam fortalecer a cooperação com empresas chinesas.

A pesquisa também avaliou o impacto das medidas tarifárias adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Entre as 86 empresas que responderam, 51% relataram efeitos negativos significativos, 31% disseram não sentir impacto e 17% apontaram efeitos mistos.

Como resposta às tarifas, 40% das empresas consideram aumentar preços, 35% avaliam cortar custos e 28% estudam reconstruir cadeias de suprimentos, incluindo a diversificação de fontes de aquisição.

Apesar das incertezas, 62% das empresas afirmaram que manterão seus planos de investimento nos Estados Unidos, enquanto 27% pretendem ampliá-los. Apenas 1% planeja reduzir investimentos, indicando que o mercado norte-americano segue sendo prioridade estratégica.

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SourceNHK

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