Havana, Cuba, 16 de janeiro de 2026, Agencia EFE – Os corpos de 32 soldados e oficiais cubanos mortos durante a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela foram repatriados nesta quinta-feira (15). As urnas chegaram ao aeroporto de Havana sob honras militares, recebidas por tropas em uniforme de gala e autoridades do governo.
Os militares morreram em 3 de janeiro, quando forças norte-americanas realizaram uma ação destinada à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Cuba, aliada histórica da Venezuela, mantinha parte de seu pessoal militar e de segurança no país sul-americano.
O memorial contou com a presença do ex-líder Raúl Castro, do presidente Miguel Díaz-Canel e de outras autoridades. Castro, que deixou o comando político há cinco anos, participou da homenagem em solidariedade às famílias dos militares mortos.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Havana. Ele afirmou que Cuba deveria “fechar um acordo antes que seja tarde demais” e acusou o governo cubano de fornecer segurança e outros serviços a Maduro em troca de petróleo e recursos financeiros.
A troca de declarações reforça o clima de tensão entre Washington e Havana, que já vinha se agravando desde o início da operação militar na Venezuela. Analistas avaliam que o episódio pode aprofundar ainda mais o distanciamento diplomático entre os dois países.
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