Bogotá, Colômbia, 8 de janeiro de 2025, Télam – Milhares de colombianos foram às ruas em diversas cidades do país após o presidente Gustavo Petro convocar manifestações em defesa da soberania nacional, em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de uma operação militar na Colômbia.
As tensões aumentaram depois que Trump, ao comentar o ataque norte-americano contra a vizinha Venezuela, afirmou que a Colômbia é “governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”. Ele acrescentou que uma eventual operação militar “soa bem para mim”.
Na quarta-feira (8), o presidente colombiano discursou em uma praça de Bogotá e revelou ter conversado por telefone com Trump. Petro, ex-integrante de um grupo guerrilheiro de esquerda, tornou-se o primeiro presidente progressista da Colômbia em 2022 e desde então alterou a política externa do país, restabelecendo relações com a Venezuela — movimento que gerou atritos com Washington.
A convocação de Petro mobilizou apoiadores em várias regiões, que carregaram bandeiras e cartazes contra o que chamam de “ameaça à soberania colombiana”. Os protestos ocorreram de forma simultânea em capitais departamentais e em áreas urbanas de grande concentração populacional.
A crise diplomática se intensifica em meio ao cenário de instabilidade na América do Sul, após a ofensiva dos EUA contra o governo venezuelano. Analistas afirmam que o episódio pode redefinir o posicionamento da Colômbia na região e ampliar o debate interno sobre segurança e política externa.
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