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China atrasa liberação alfandegária de saquê e alimentos do Japão

China atrasa liberação alfandegária de saquê e alimentos do Japão

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Tóquio, Japão, 8 de janeiro de 2025, Kyodo News – Exportadores japoneses relataram atrasos significativos na liberação alfandegária de saquê e produtos alimentícios enviados à China, após declarações da primeira-ministra Takaichi Sanae sobre um possível cenário de emergência envolvendo Taiwan. Os entraves começaram a ser observados nas últimas semanas e já afetam embarques destinados ao maior mercado consumidor de saquê japonês.

Segundo fontes do setor, autoridades chinesas passaram a exigir documentos que nunca haviam sido solicitados anteriormente. Em alguns casos, o processo de liberação demorou cerca de um mês a mais do que o habitual, impactando diretamente a cadeia logística e os prazos de entrega.

Entre as novas exigências, está um relatório detalhado sobre todos os locais por onde os produtos circularam dentro do Japão antes da exportação.

A medida é interpretada como parte de uma intensificação da pressão econômica de Pequim sobre Tóquio. A reação ocorre após Takaichi afirmar, durante uma sessão da Dieta em novembro (11), que uma eventual emergência em Taiwan envolvendo o uso de força poderia ser considerada uma ameaça direta à sobrevivência do Japão.

Na terça-feira (7), a China anunciou controles mais rígidos sobre exportações destinadas ao Japão envolvendo itens de “duplo uso”, com aplicações civis e militares. A decisão ampliou a percepção de que Pequim está adotando uma estratégia de retaliação gradual.

Dados do Ministério das Finanças do Japão mostram que, em 2024 (2024), a China foi o maior destino das exportações de saquê japonês, com compras superiores a 11,6 bilhões de ienes — mais de 73,9 milhões de dólares. O setor teme que os atrasos se tornem frequentes e prejudiquem a competitividade do produto no mercado chinês.

Empresas japonesas avaliam que, se as restrições persistirem, será necessário redirecionar parte das exportações para outros mercados asiáticos e ocidentais.

O governo japonês acompanha o caso e deve solicitar esclarecimentos formais a Pequim, enquanto exportadores aguardam normalização dos procedimentos alfandegários.

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SourceNHK

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