Caracas, Distrito Capital, Venezuela, 3 de janeiro de 2026, Agencia EFE – O governo da Venezuela acusou neste sábado (3) os Estados Unidos de realizarem ações hostis no país, após relatos de explosões em uma instalação militar na capital, Caracas. Apesar das declarações oficiais, o regime de Nicolás Maduro não apresentou evidências que confirmem a versão divulgada pela comunicação estatal.
Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, um jornalista da emissora pública leu um comunicado denunciando um suposto “ataque imperialista”. Nenhum ministro, comandante militar ou autoridade de alto escalão apareceu publicamente desde os primeiros relatos, reforçando a percepção de opacidade que marca a gestão Maduro.
Segundo o comunicado, as supostas ações teriam ocorrido em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. No entanto, até o momento, não há confirmação independente sobre a natureza dos incidentes, nem informações claras sobre danos, vítimas ou responsáveis.
A reação internacional veio principalmente de aliados políticos do regime. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou o episódio como um “ataque criminoso” e pediu resposta urgente da comunidade internacional. Analistas observam que Havana costuma apoiar automaticamente as narrativas de Caracas, mesmo quando não há comprovação dos fatos.
A Venezuela enfrenta inflação crônica, colapso de serviços públicos e crescente isolamento diplomático. A falta de transparência sobre os supostos incidentes amplia dúvidas sobre a credibilidade das informações divulgadas pelo regime.
Até o momento, autoridades norte-americanas não comentaram as acusações. Organizações independentes e observadores internacionais afirmam que continuam monitorando a situação, mas ressaltam que não há dados que confirmem a versão apresentada pelo governo venezuelano.
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