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Rússia mobiliza sociedade para guerra

Novos decretos de Putin estabelecem serviço militar anual e uso de reservistas, enquanto ataques no Mar Negro intensificam tensões.

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Moscou, Rússia. 31 de dezembro de 2025. Agência TASS – O presidente russo, Vladimir Putin, assinou decretos que lançam o serviço militar obrigatório durante todo o ano a partir de 2026 e autorizam o uso de militares da reserva para proteger infraestruturas críticas, sinalizando uma militarização mais profunda da sociedade russa.

O novo decreto de conscrição convoca 261 mil pessoas com idades entre 18 e 30 anos para o serviço militar obrigatório em 2026. Os eventos de recrutamento ocorrerão ao longo de todo o ano, mas os recrutas ainda serão enviados para os locais de serviço militar duas vezes por ano — de 1º de abril a 15 de julho e de 1º de outubro a 31 de dezembro.

A medida segue uma lei aprovada pelo parlamento russo em outubro de 2025 que permite que as comissões de alistamento operem durante todo o ano. Em um decreto separado, Putin também autorizou a convocação de reservistas militares em 2026 para sessões de treinamento especial destinadas a proteger instalações críticas e outras infraestruturas vitais, como instalações de energia e transporte.

Em meio a essa escalada interna, as forças russas atacaram dois navios cargueiros civis, o Emmakris III e o Captain Karam, com drones no Mar Negro em 30 de dezembro, ferindo vários membros da tripulação. Os navios haviam entrado no porto para carregar grãos.

“Estes são navios civis. Portos e embarcações comerciais são parte da infraestrutura civil. Ataques como este representam uma ameaça direta à vida civil e à segurança alimentar global”, afirmou a Marinha da Ucrânia, classificando a ação como um crime de guerra deliberado.

Enquanto isso, do lado ucraniano, o comandante-em-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, garantiu que o rascunho do plano de paz apoiado pelos EUA não impõe restrições ao direito de mobilização da Ucrânia. Ele afirmou que a estrutura atual, que mantém um limite de 800.000 efetivos autorizados para as Forças Armadas ucranianas, é aceitável para a liderança militar do país.

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