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EUA reduzem aporte e destinam US$ 2 bi à ajuda humanitária

Contribuição para a ONU cai drasticamente e passa a atender apenas 17 países.

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Genebra, Suíça, 30 de dezembro de 2025, Associated Press – O governo dos Estados Unidos anunciou que contribuirá com 2 bilhões de dólares para programas humanitários das Nações Unidas em 2026, um valor significativamente inferior ao que o país destinou em anos anteriores. O acordo foi firmado em Genebra entre representantes do Departamento de Estado e autoridades da ONU.

Segundo o anúncio, os recursos serão direcionados ao Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) e aplicados em projetos específicos em 17 países, entre eles Ucrânia e Sudão. A nova política reduz o alcance da ajuda e estabelece critérios mais rígidos para a destinação dos fundos.

“O apoio dos Estados Unidos pode salvar milhões de vidas”, afirmou Tom Fletcher, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários.

Autoridades norte-americanas classificaram o aporte como um “compromisso inicial”, indicando que o modelo poderá ser ajustado ao longo do ano. O governo também confirmou que Afeganistão está fora da lista de países beneficiados, citando riscos de desvio de recursos para o Talibã.

A redução drástica chamou atenção da comunidade internacional. Em anos recentes, os Estados Unidos chegaram a destinar até 17 bilhões de dólares anuais para programas humanitários apoiados pela ONU, consolidando-se como o maior doador global.

“A quantia representa apenas uma fração do financiamento tradicional dos EUA”, observou um analista durante a coletiva.

O novo modelo de financiamento, mais restritivo e condicionado, reflete a estratégia de Washington de reavaliar compromissos internacionais e priorizar projetos considerados de “alto impacto” e “baixo risco”.

A ONU, por sua vez, destacou que a demanda global por assistência humanitária continua em crescimento, impulsionada por conflitos prolongados, crises climáticas e deslocamentos forçados. Organizações humanitárias alertam que a redução pode pressionar ainda mais operações já fragilizadas.

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SourceNHK

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