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Cúpula busca caminho para paz na Ucrânia

Autoridades globais se reúnem em Kiev e Paris para discutir plano de paz enquanto guerra se aproxima do quarto ano.

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Kiev, Ucrânia. 31 de dezembro de 2025. Agência Ukrinform –  O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou uma série de reuniões diplomáticas de alto nível para os primeiros dias de 2026, em um novo impulso para buscar uma solução pacífica para o conflito que se aproxima de completar quatro anos.

A primeira reunião ocorrerá em Kiev na próxima segunda-feira (3), com conselheiros de segurança nacional dos países da “Coalizão pela Vontade”, grupo liderado pelo Reino Unido e França. Esse encontro preparará o terreno para uma cúpula de líderes de Estado marcada para a terça-feira (6) em Paris.

“Cada passo adiante no diálogo é construído sobre esforços concretos. Mostramos nosso compromisso com a paz por ações, e agora é crucial manter esse ritmo diplomático”, afirmou Zelensky em comunicado.

O anúncio ocorre em um momento de tensão persistente no campo de batalha e de acusações mútuas. Recentemente, autoridades ucranianas desmentiram veementemente uma alegação russa sobre um suposto ataque com drones à residência do presidente Vladimir Putin, classificando-a como uma narrativa infundada.

Em meio aos preparativos diplomáticos, a situação humanitária e militar no terreno segue grave. Na região de Chernihiv, próximo à fronteira com a Rússia, as autoridades locais decretaram a evacuação obrigatória de residentes de 14 aldeias devido a ataques diários.

“Estas áreas fronteiriças estão sob ataque todos os dias. Apesar do perigo real, cerca de 300 pessoas ainda permanecem lá”, alertou o governador da região, Vyacheslav Chaus, destacando que mais de 1.400 residentes já foram evacuados do oblast apenas em 2025.

A infraestrutura crítica também continua no centro dos ataques. Na noite passada, ofensivas russas contra o sistema energético deixaram mais de 75.000 consumidores sem eletricidade somente na região de Chernihiv, com cortes de energia também registrados em Kharkiv e Sumy. Os repetidos danos têm dificultado o restabelecimento do fornecimento regular de energia em várias partes do país.

Enquanto a diplomacia se mobiliza, a determinação ucraniana em manter sua capacidade de defesa foi reafirmada. O Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, esclareceu que as propostas de paz em discussão, incluindo um plano apoiado pelos Estados Unidos, não impõem restrições ao direito de mobilização da Ucrânia. Ele afirmou que uma força autorizada de 800.000 militares é considerada aceitável para a liderança militar do país.

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