Tóquio, Japão — 7 de novembro de 2025 — Kyodo News – Os salários reais no Japão registraram queda pelo nono mês consecutivo em setembro, evidenciando que a inflação continua a superar os reajustes salariais. Dados preliminares do Ministério do Trabalho apontam recuo de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os preços de bens e serviços seguem em alta.
Apesar disso, os salários nominais — que incluem remuneração base, horas extras e outras formas de renda — tiveram aumento de 1,9% no comparativo anual, alcançando média de 297.145 ienes, pouco mais de 1.900 dólares. O crescimento nominal já dura 45 meses, mas não tem sido suficiente para preservar o poder de compra das famílias.
O governo japonês estabeleceu como meta elevar os salários reais em 1% até o ano fiscal de 2029. Para isso, será necessário ampliar os reajustes para além das grandes corporações, alcançando setores mais vulneráveis da economia.
Economistas conservadores alertam que a persistente queda nos salários reais é reflexo de políticas insuficientes para conter a inflação e de uma dependência excessiva de estímulos monetários. Para eles, é urgente adotar medidas estruturais que fortaleçam a produtividade e reduzam a pressão sobre os preços.
A sequência de nove meses de queda nos salários reais reforça a preocupação com o futuro da economia japonesa, que enfrenta o desafio de equilibrar crescimento nominal com estabilidade do poder de compra. Para setores de direita, o episódio evidencia a necessidade de políticas mais firmes e conservadoras, capazes de garantir segurança econômica e proteger os trabalhadores da erosão inflacionária.
Com a aproximação das negociações salariais de 2026, sindicatos já indicam que buscarão aumentos de pelo menos 5%, enquanto empresas avaliam o impacto da inflação sobre seus custos. O resultado dessas negociações será decisivo para definir se o Japão conseguirá reverter a tendência negativa e recuperar a confiança da população em sua economia.
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