Nova Iorque, Estado de Nova Iorque, Estados Unidos — 8 de novembro de 2025 — Reuters – O Conselho de Segurança da ONU aprovou no dia (6) uma resolução que suspende as sanções impostas ao presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, e ao ministro do Interior, Anas Khattab. A medida, proposta pelos Estados Unidos, busca favorecer a reconstrução do país após anos de guerra civil e instabilidade.
Dos 15 membros do Conselho, 14 votaram a favor e apenas a China se absteve. Com a decisão, foram retiradas restrições de viagem e congelamentos de ativos que pesavam sobre os dois líderes sírios.
Ahmed al-Sharaa assumiu a liderança do país após a queda do regime de Bashar al-Assad e figurava na lista de sanções por seu passado de ligação com o grupo militante Frente al-Nusra. A suspensão das medidas representa um marco político e diplomático, sinalizando apoio internacional ao processo de transição sírio.
O embaixador sírio na ONU, Ibrahim Olabi, celebrou a decisão, afirmando que a “nova Síria busca ser um país de paz e parceria, não um campo de batalha para conflitos”.
Apesar do consenso majoritário, a China manifestou preocupação com a presença de combatentes estrangeiros que ainda exploram a fragilidade do país, representando risco à segurança regional e internacional.
A suspensão das sanções ocorre às vésperas de um encontro histórico entre Ahmed al-Sharaa e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para o dia (10) na Casa Branca. O encontro deve consolidar a reaproximação entre Washington e Damasco, além de abrir novas frentes de cooperação econômica e política.
Para setores conservadores, a decisão da ONU representa uma vitória da diplomacia pragmática, que prioriza a estabilidade e a reconstrução em vez de prolongar punições que penalizam a população. O gesto também reforça a liderança dos Estados Unidos no cenário internacional, ao conduzir uma resolução capaz de redefinir os rumos da Síria no pós-guerra.
Com a retirada das sanções, espera-se que o governo interino sírio intensifique sua agenda diplomática e atraia investimentos externos, fundamentais para a recuperação de infraestrutura e serviços básicos destruídos pelo conflito.
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