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Japão detecta uso indevido de 54 bi de ienes em subsídios

Relatório de auditoria aponta falhas em ministérios e agências, com destaque para programas ligados à pandemia

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Tóquio, Japão — 6 de novembro de 2025 — Kyodo News – O Conselho de Auditoria do Japão revelou que mais de 54 bilhões de ienes, o equivalente a cerca de 352 milhões de dólares, foram utilizados de forma inadequada em programas governamentais, incluindo subsídios relacionados à pandemia de COVID-19. O relatório, entregue ao gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi no dia (5), identificou 319 casos de mau uso ou necessidade de revisão no emprego de recursos públicos.

O Ministério da Indústria foi responsável pela maior parte dos valores questionados, com pagamentos irregulares que ultrapassaram 22 bilhões de ienes. Já a Organização de Apoio a Pequenas e Médias Empresas (SME Support Japan) registrou repasses indevidos de mais de 12 bilhões de ienes, enquanto a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) foi apontada por falhas que somaram 4,7 bilhões de ienes.

“O resultado da auditoria está diretamente ligado à vida das pessoas e deve servir de base para melhorias administrativas e orçamentárias”, afirmou Harada Yuhei, chefe do Conselho de Auditoria.

Entre os casos mais graves, a SME Support Japan pagou cerca de 2,6 bilhões de ienes em subsídios a empresas que alegaram iniciar novos negócios durante a pandemia, mas que, na prática, não correspondiam às atividades descritas nas solicitações. Algumas companhias sequer relataram corretamente o conteúdo de seus projetos.

O relatório também destacou irregularidades no Ministério do Trabalho, que repassou mais de 520 milhões de ienes a escolas de treinamento profissional. Parte desses recursos foi obtida por meio de declarações falsas sobre a experiência prática de instrutores.

“É fundamental reforçar a transparência e a fiscalização para evitar que recursos destinados ao bem-estar da população sejam desperdiçados”, comentou um especialista em políticas públicas.

As conclusões da auditoria reforçam a necessidade de maior rigor no controle de subsídios e programas emergenciais, especialmente em períodos de crise. O governo japonês deverá considerar as recomendações no processo de elaboração do próximo orçamento, com foco em evitar novas falhas e restaurar a confiança da população na gestão dos recursos públicos.

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