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Homem é preso no Japão por vender deepfakes sexuais

Suspeito usava IA generativa para criar imagens explícitas de celebridades e lucrar com assinaturas online

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Akita, Província de Akita, Japão — 17 de outubro de 2025 — Mainichi Shimbun – A polícia japonesa prendeu um homem de 31 anos na cidade de Akita sob suspeita de produzir e comercializar imagens digitais sexualmente explícitas de celebridades femininas utilizando inteligência artificial generativa. O acusado, identificado como Yokoi Hiroya, teria criado os conteúdos entre os meses de janeiro e junho deste ano.

Segundo as autoridades, Yokoi usava softwares gratuitos de IA para gerar imagens falsas — conhecidas como deepfakes — e vendia acesso ao material por meio de assinaturas em redes sociais. A investigação revelou que mais de 260 celebridades femininas foram alvo das manipulações, com os arquivos hospedados em um site exclusivo para assinantes.

“Ele admitiu os fatos e disse que aprendeu a criar as imagens por meio de artigos e vídeos online”, informou a polícia.

Yokoi alegou não ter formação técnica em IA e afirmou que usava os lucros — estimados em cerca de 1,2 milhão de ienes, o equivalente a aproximadamente 8 mil dólares — para cobrir despesas pessoais e quitar dívidas estudantis.

O caso reacende o debate sobre os riscos do uso indevido de tecnologias emergentes e a vulnerabilidade de figuras públicas diante da manipulação digital. A legislação japonesa proíbe a distribuição de imagens obscenas, inclusive em formato digital, e o uso de IA para fins ilícitos tem sido alvo de crescente atenção por parte das autoridades.

“As investigações continuam para identificar possíveis vítimas e usuários envolvidos na rede de assinaturas”, acrescentou um porta-voz da polícia.

Especialistas em segurança digital alertam para a necessidade de regulamentações mais rígidas e educação pública sobre os limites éticos e legais do uso de inteligência artificial, especialmente em contextos que envolvem privacidade, imagem e consentimento.

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