Pyongyang, Província de Pyongan do Sul, Coreia do Norte — 1 de outubro de 2025 — Korean Central News Agency (KCNA) – A Coreia do Norte reafirmou sua posição de manter o programa nuclear durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizado no dia (29). O vice-ministro das Relações Exteriores, Kim Son Gyong, declarou que qualquer pressão internacional pela desnuclearização equivale a exigir que o país abdique de sua soberania e direito à existência.
Kim criticou os exercícios militares conjuntos realizados por Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, que simulam respostas a ameaças nucleares e de mísseis vindas de Pyongyang. Segundo ele, tais manobras aumentam a tensão na Península Coreana e justificam o fortalecimento da capacidade de dissuasão bélica do país.
O diplomata norte-coreano também reiterou que o país não aceitará negociações que tenham como premissa a renúncia ao arsenal nuclear. Para Pyongyang, esse tipo de exigência representa uma afronta à sua autonomia estratégica.
No início do mês, o líder norte-coreano Kim Jong Un já havia sinalizado que só consideraria diálogo com Washington caso os Estados Unidos abandonassem a meta de desnuclearização da Coreia do Norte e optassem por uma convivência pacífica.
A declaração oficial reforça o impasse diplomático que se arrasta há anos e reacende preocupações sobre estabilidade regional. A comunidade internacional segue dividida entre sanções, tentativas de diálogo e medidas de contenção frente ao avanço do programa nuclear norte-coreano.
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