Pequim, Província de Pequim, China — 15 de outubro de 2025 — Xinhua – O governo chinês anunciou no dia (14) sanções contra cinco subsidiárias norte-americanas da Hanwha Ocean, importante estaleiro sul-coreano, alegando que as empresas colaboraram com uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre a indústria naval chinesa. As sanções proíbem as subsidiárias de realizarem negócios com organizações e indivíduos na China.
Segundo o Ministério do Comércio, a cooperação das empresas com Washington se baseou na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que permite ações punitivas contra práticas comerciais consideradas injustas. A China classificou a atitude como uma ameaça à sua soberania e interesses estratégicos.
O Ministério dos Transportes da China também informou que abrirá uma investigação sobre a atuação dos Estados Unidos no setor naval, avaliando se houve medidas discriminatórias. Dependendo dos resultados, novas contramedidas poderão ser adotadas.
Em resposta às sanções, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que está analisando os impactos e buscará diálogo com os ministérios envolvidos e com o governo chinês para minimizar os danos. A Hanwha Ocean declarou que está avaliando como as restrições afetarão suas operações comerciais.
Em paralelo, os Estados Unidos anunciaram que começarão a cobrar taxas portuárias de navios com bandeira ou fabricação chinesa que atracarem em portos americanos. A medida, também baseada na Seção 301, foi imediatamente rebatida por Pequim, que impôs tarifas semelhantes a embarcações norte-americanas.
As tensões comerciais entre China e Estados Unidos se intensificam às vésperas da cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, marcada para o final do mês. O encontro deverá abordar temas como segurança regional, comércio bilateral e disputas tecnológicas.
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