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Bullying escolar no Japão atinge recorde histórico em 2024

Mais de 769 mil casos foram registrados em 2024, incluindo aumento de suicídios e evasão

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Tóquio, Japão — 31 de outubro de 2025 — Mainichi Shimbun – O Ministério da Educação do Japão divulgou que os casos de bullying nas escolas do país atingiram um novo recorde no ano fiscal de 2024, totalizando 769.022 ocorrências até março. Este é o quarto ano consecutivo de alta, refletindo uma crise persistente no ambiente escolar japonês.

A maior parte dos casos ocorreu em escolas primárias, com 610.612 registros, seguida por escolas ginasiais (135.865), colegiais (18.891) e instituições para alunos com necessidades especiais (3.654). O aumento em relação ao ano anterior foi de aproximadamente 36.400 casos.

“Detectar o bullying online precocemente é um dos maiores desafios atuais”, afirmou Chijiiwa Ryoei, representante do ministério.

Além do volume total, os casos considerados graves — como suicídio e evasão escolar — também cresceram, chegando a 1.405 registros, um aumento de 99 em relação ao ano anterior. O bullying online teve crescimento expressivo, com mais de 27.300 ocorrências, cerca de 2.600 a mais que no período anterior.

Em cerca de 30% dos casos, houve falhas na resposta inicial das escolas, como desconhecimento da situação ou demora na intervenção. Quando questionadas sobre como lidam com os agressores, 61,2% das instituições notificaram os responsáveis, 55,9% exigiram pedidos de desculpas e apenas **4,2% deixaram a condução do caso a diretores ou vice-diretores.

“O número crescente de vítimas mostra que precisamos de ações mais eficazes e empáticas”, declarou um educador da rede pública.

O governo japonês enfrenta pressão para revisar políticas de prevenção e resposta ao bullying, especialmente diante do impacto emocional e social sobre crianças e adolescentes. Especialistas apontam para a necessidade de formação de professores, canais de denúncia acessíveis e envolvimento das famílias na construção de ambientes escolares mais seguros.

A tendência de alta nos casos preocupa autoridades e educadores, que veem no fenômeno não apenas um problema disciplinar, mas uma questão de saúde pública e bem-estar social.

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