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Ataque aéreo em festival budista mata 24 em Mianmar

Militares usam parapentes motorizados para lançar bombas sobre civis durante cerimônia tradicional

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Sagaing, Região de Sagaing, Mianmar — 910 de outubro de 2025 — Xinhua – Um ataque aéreo realizado por militares de Mianmar durante um festival budista deixou ao menos 24 mortos, incluindo crianças, e mais de 40 feridos na vila de Bon To, localizada na região de Sagaing, no noroeste do país. O episódio ocorreu no dia (6), enquanto mais de 100 pessoas participavam de uma cerimônia tradicional em uma escola primária para marcar o Dia da Lua Cheia.

Segundo o governo paralelo pró-democracia, o ataque foi realizado com o uso de parapentes motorizados, que lançaram bombas sobre os participantes em dois momentos distintos. A ação teria como alvo uma manifestação pacífica que também pedia a libertação de prisioneiros políticos, entre eles a líder deposta Aung San Suu Kyi.

“A população segurava velas quando as explosões começaram. Havia crianças completamente destroçadas”, relatou uma organizadora do evento.

O ataque ocorre em meio à intensificação das ofensivas militares contra grupos de resistência e minorias étnicas, enquanto a junta militar se prepara para realizar eleições gerais em dezembro. A estratégia é vista como uma tentativa de ampliar o controle territorial e garantir votação apenas em áreas sob domínio do regime.

A ONU se pronunciou sobre o episódio, afirmando que, se confirmado, o ataque se soma a um padrão preocupante de ações indiscriminadas contra civis em todo o país. Organizações internacionais de direitos humanos também condenaram o uso de armamento aéreo contra populações desarmadas.

“O ataque com parapente motorizado é uma escalada brutal que exige resposta urgente da comunidade internacional”, declarou um porta-voz da oposição.

Desde o golpe militar de 2021, Mianmar vive uma guerra civil marcada por repressão, deslocamentos forçados e violações sistemáticas de direitos humanos. A tragédia em Bon To reacende o debate sobre a legitimidade do processo eleitoral anunciado pela junta e a urgência de medidas para proteger civis em áreas de conflito.

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