Naypyidaw, Região de Mandalay, Mianmar — 28 de setembro de 2025 — IRNA – Seis meses após o terremoto de magnitude 7,7 que devastou o centro de Mianmar, a reconstrução das áreas atingidas segue em ritmo lento. O número oficial de mortos ultrapassa 3.800, com mais de 5.000 feridos, segundo dados divulgados pelo governo militar. A infraestrutura básica e as moradias continuam em estado crítico, enquanto milhares de pessoas permanecem em abrigos improvisados.
Organizações das Nações Unidas alertam que a retomada das obras depende da suspensão temporária dos confrontos entre o governo militar e grupos pró-democracia. A instabilidade política e os ataques aéreos dificultam o acesso de equipes humanitárias e agravam o sofrimento da população.
A situação das crianças é especialmente preocupante. Muitas cresceram em meio à guerra e agora enfrentam os efeitos psicológicos do desastre natural. A ONU destaca a necessidade urgente de cuidados em saúde mental e proteção social para os menores.
Enquanto isso, grupos de cidadãos birmaneses residentes no Japão têm se mobilizado para arrecadar fundos em apoio às vítimas. A campanha Yokohama Pamphlet, formada por imigrantes da região de Kanto, realiza ações semanais em locais públicos. No dia (27), quinze voluntários pediram doações em frente à estação ferroviária de Yurakucho, em Tóquio.
Alguns dos participantes têm familiares em Mandalay, uma das cidades mais afetadas, onde muitos ainda vivem em centros de evacuação. Os recursos arrecadados são destinados à compra de alimentos como arroz e óleo de cozinha, além de transferências eletrônicas para famílias desabrigadas.
A comunidade internacional segue pressionada a ampliar o apoio à população de Mianmar, que enfrenta simultaneamente os efeitos de um desastre natural e de uma crise política prolongada. A reconstrução depende não apenas de recursos, mas de estabilidade e acesso seguro às regiões mais vulneráveis.
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