Osaka, 20 de setembro de 2025 – APEX – Valorização e divulgação da arte e dos artistas brasileiros e japoneses. Com essa proposta está sendo realizado evento no Pavilhão Brasil, organizado pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A mostra, que começou no dia 20, vai até o dia 21 aberto ao público.
O evento mostra os diferentes trabalhos culturais que ligam os dois países num ano especial, pois 2025 marcam os 130 anos do Tratado de Amizade entre o Brasil e o Japão. Essas artes estão reunidas na “Coletânea Cultural Brasil e Japão”, uma publicação de 78 páginas escrita em português e japonês.
O diretor do Pavilhão Brasil, Pablo Lira, destaca que “o evento tem significado especial por celebrar os 130 anos dessa relação eterna entre o Brasil e o Japão”. A realização da coletânea é de Débora Akama, Erika Hagimoto e Tisae Sanefugi. “É um evento de importante conexão, Cada artista é um protagonista e a coletânea é uma ponte entre o passado, presente e futuro”, disse Débora. Para Erika Hagimoto, “a verdadeira riqueza surge no diálogo entre mundos”. “A coletânea é um manifesto de integração, de esperança, nascendo do esforço conjunto de artistas e instituições”, declarou Tisae Sanefugi.
O evento contou com a presença surpresa da empresária Chieko Aoki, que também faz parte do Grupo Mulheres do Brasil. “A coletânea é algo inédito e marcante para a comunidade brasileira, japonesa e nipobrasileira”, declarou.
No sábado, dia 20, o público conferiu a performance de capoeira de Alessandro José da Silva. Ele se dedica a essa arte-luta há 15 anos, ampliando a prática para a Capoterapia, ou seja, integrando mobilidade, musicalidade e bem-estar para os praticantes no Japão. A roda de capoeira é considerada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Amanhã, domingo, também tem show com a cantora, compositora, produtora musical, preparadora vocal e regente coral Michele Costa Damião Aquiyama. Ela subiu ao palco aos 11 anos e começava a trajetória profissional dela. Ela tem influência de Elis Regina e Tom
Jobim e vivências com canto lírico na Universidade São Paulo (USP). Atualmente reside no Japão.
Outra apresentação será da professora, coreógrafa Sandra Matsumoto. Ela vive no Japão e desenvolveu uma modalidade de dança com botas que absorvem o impacto. Denominada de Sky JUMP, essa performance vem se espalhando pelo Japão com mais instrutores. O repertório da dança inclui o folclore brasileiro como Carnaval e Festa Junina (festa realizada em junho com dança e comida típicas).
Artistas ecológicos
O evento também teve exibição de artistas que produzem de forma ecologicamente correta. É o caso do shaper ou fabricador de pranchas de surf, Rodrigo Matsuda. Ele exerce essa atividade há 20 anos. Apaixonado pelo esporte, começou a fazer pranchas de madeira porque tinha problema respiratório. As convencionais usam isopor e resina e não eram próprias para a condição de saúde dele. Morador em Kyoto, ele usa o cedro para fabricas as pranchas. “Os ursos das montanhas lambem a casca da árvore que acabaria sendo descartada, mas com projeto em conjunto com a cidade de Kyoto, utilizamos essa madeira para fazer as pranchas”, disse, revelando que uma prancha de madeira pesa somente de 150 a 200 gramas a mais do que a convencional.

Outro material sustentável apresentado foi do arquiteto e urbanista Gustavo Dicieri Tanaka. Ele mora em Aichi e exerce a atividade há 10 anos no Japão. Ele mostrou uma mesa de madeira kusunoki, que seria descartada por ter sido prejudicada por cupins. “Faço tratamento com óleo natural e água para dar brilho e o design é natural como é o propósito da bioconstrução”, salientou ele que já fez outras peças como luminária e cadeira.
Programação dia 21, domingo, das 10h às 18h
Show de capoeira com Alessandro da Silva
Show da cantora Michele Costa
Show de dança com Sandra Matsumoto
Não precisa de reserva
Fotos: ApexBrasil
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