Paris, Região da Île-de-France, França — 10 de setembro de 2025 Agence France-Presse (AFP) – O presidente francês Emmanuel Macron nomeou no dia (9) o ex-ministro da Defesa Sébastien Lecornu como novo primeiro-ministro da França, após a renúncia de François Bayrou e seu gabinete. A mudança ocorre em meio a uma crise política marcada por impasses orçamentários e pela ausência de maioria parlamentar.
Lecornu, de 39 anos, é considerado um dos aliados mais leais de Macron, embora tenha iniciado sua carreira em partidos conservadores. Sua nomeação representa a quarta troca de premiê desde janeiro de 2024, refletindo a instabilidade que tem dominado o cenário político francês.
“O novo primeiro-ministro foi encarregado de construir os acordos indispensáveis às decisões dos próximos meses,” informou o Palácio do Eliseu.
A queda de Bayrou foi provocada pela rejeição de seu plano de reconstrução fiscal, que previa cortes profundos nos gastos públicos. A proposta não obteve apoio suficiente na Assembleia Nacional, levando à perda de uma moção de confiança no dia (8). A oposição, composta por blocos de esquerda e extrema-direita, se uniu contra o governo centrista.
Lecornu terá como prioridade imediata negociar com os partidos representados no Parlamento para viabilizar o orçamento de 2026. A tarefa é considerada delicada, já que o governo opera em minoria e depende de acordos pontuais para aprovar medidas essenciais.
“A nomeação de Lecornu é um sinal de continuidade, mas também de pragmatismo diante da fragmentação política,” avaliou um analista político em Paris.
A escolha de Macron foi recebida com críticas por parte da oposição. Marine Le Pen, líder do partido Rassemblement National, acusou o presidente de ignorar o desejo popular por mudanças. Jean-Luc Mélenchon, da França Insubmissa, classificou a nomeação como “uma comédia de desprezo pelo Parlamento”.
Protestos nacionais estão previstos para o dia (11), com paralisações em transportes, escolas e serviços públicos. A tensão social se soma ao desafio político de Lecornu, que terá de formar um novo gabinete e buscar apoio para enfrentar a crescente pressão por reformas e estabilidade fiscal.
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