Kyiv, Província de Kyiv, Ucrânia — 15 de setembro de 2025 NHK – A tortura sistemática de prisioneiros de guerra ucranianos em centros de detenção russos voltou ao centro do debate internacional após o relato de Serhiy Zubaryev, ex-soldado capturado em junho de 2023. Zubaryev, que antes da guerra trabalhava como condutor de metrô em Kyiv, perdeu a perna esquerda após ser baleado 16 vezes por militares russos enquanto estava sob custódia.
Segundo o relato, os disparos foram feitos sem qualquer justificativa, apenas “por prazer”. Sem acesso a tratamento médico adequado, suas feridas se agravaram, levando à amputação. Hoje, Zubaryev utiliza uma prótese e não conseguiu retornar ao trabalho.
“Eles não disseram nada. Só fizeram. E riam enquanto gritávamos de dor,” relatou Zubaryev.
A missão de monitoramento de direitos humanos da ONU aponta que pelo menos 206 prisioneiros ucranianos morreram em cativeiro russo até maio deste ano. As denúncias incluem tortura física, abusos psicológicos, marcações corporais com frases como “Glória à Rússia” e privação de cuidados médicos.
Protestos contra os maus-tratos têm se espalhado por diversas cidades ucranianas, com familiares exigindo que autoridades russas sejam responsabilizadas por crimes de guerra. Organizações civis e militares criaram plataformas digitais para reunir informações sobre campos de detenção e práticas de abuso.
“Devemos colocar as trocas de prisioneiros na agenda diplomática internacional. É inadmissível que, no século XXI, pessoas sofram assim na Europa,” declarou Nestor Barchuk, membro da Brigada Azov.
Mais de 6.000 prisioneiros ucranianos foram libertados até julho, segundo autoridades locais. No entanto, o número de desaparecidos e a falta de acesso humanitário pleno às prisões russas continuam a dificultar o rastreamento de vítimas e a responsabilização dos envolvidos.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, enquanto novas denúncias reforçam a urgência de medidas concretas para proteger os direitos dos prisioneiros de guerra e garantir justiça às vítimas.
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