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Estudo no Japão liga poluição do ar a ataques cardíacos

Pesquisadores identificam relação entre partículas PM 2.5 e aumento de internações por infarto agudo do miocárdio.

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Tóquio, Japão – 5 de setembro de 2025, Mainichi Shimbun – Pesquisadores japoneses encontraram uma ligação direta entre o aumento da concentração de poluentes atmosféricos conhecidos como PM 2.5 e o crescimento no número de internações por infarto agudo do miocárdio (IAM).

As partículas PM 2.5, com diâmetro de até 2,5 micrômetros, são capazes de penetrar profundamente nos pulmões e na corrente sanguínea, elevando o risco de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Um grupo liderado pelo professor Kojima Sunao, da Universidade de Kumamoto, analisou dados coletados diariamente em Tóquio, Osaka e outras cinco províncias entre 2017 e 2019, cruzando-os com registros de 44 mil pacientes hospitalizados com IAM no mesmo período.

O estudo mostrou que quando a concentração de PM 2.5 aumentava em 7,9 microgramas por metro cúbico, as internações por infarto subiam, em média, 2,4% no mesmo dia e no seguinte, em comparação com a semana anterior.

A análise indicou que a alta nas hospitalizações estava ligada especialmente ao aumento de fuligem — componente das partículas PM 2.5 presente em emissões de veículos.

Os pesquisadores concluíram que identificar as principais fontes de fuligem no ar é fundamental para reduzir os riscos de ataques cardíacos.

A descoberta reforça o alerta para que políticas públicas de mobilidade e meio ambiente priorizem a redução das emissões veiculares e a melhoria da qualidade do ar.

O estudo amplia a preocupação das autoridades de saúde pública com o impacto da poluição atmosférica, apontando que medidas preventivas podem salvar vidas diante de um problema crescente nos grandes centros urbanos japoneses.

SourceNHK

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