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China lidera laços econômicos entre países do eixo CRINK

Estudo revela padrões assimétricos de cooperação entre China, Rússia, Irã e Coreia do Norte após 2022

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Washington, Distrito de Columbia, Estados Unidos — 7 de setembro de 2025 Center for Strategic and International Studies (CSIS) – Um novo estudo revela que os laços econômicos entre China, Rússia, Irã e Coreia do Norte — grupo informalmente chamado de CRINK — têm se intensificado desde 2022, embora de forma desigual. A análise aponta que a China lidera a integração comercial e financeira do bloco, enquanto os demais países enfrentam limitações estruturais e políticas.

A relação China-Rússia é o motor da cooperação, com destaque para o comércio de energia e tecnologias de uso dual. Desde a invasão da Ucrânia, Pequim ampliou significativamente suas exportações para Moscou, incluindo componentes industriais e eletrônicos. Em 2023, o comércio bilateral ultrapassou US$ 240 bilhões, embora tenha desacelerado em 2024 devido à saturação do mercado russo e ao receio de sanções secundárias.

“A China é o parceiro da Rússia, mas a Rússia não é o parceiro da China,” destaca o relatório, apontando a assimetria da dependência comercial.

O Irã mantém acordos estratégicos com China e Rússia, incluindo fornecimento de petróleo com desconto e cooperação em defesa. A Coreia do Norte, embora isolada, tem intensificado trocas com Moscou e Pequim, especialmente em infraestrutura e alimentos. Em 2024, Rússia e Coreia do Norte assinaram um pacto de defesa mútua e iniciaram a construção de uma ponte rodoviária na fronteira.

A integração financeira também avança. Os países do CRINK têm adotado sistemas alternativos ao SWIFT, como os cartões Mir (Rússia), UnionPay (China) e SHETAB (Irã), além de explorar moedas digitais e stablecoins para contornar sanções ocidentais.

“O uso do yuan em transações bilaterais disparou, com um terço do comércio russo já liquidado na moeda chinesa,” aponta o estudo.

Apesar dos avanços, os autores alertam que os dados disponíveis são limitados, especialmente no caso de Irã e Coreia do Norte, o que dificulta uma avaliação precisa da profundidade da cooperação. A China, embora ativa, continua cautelosa em comprometer-se com alianças que possam prejudicar seus interesses comerciais globais.

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