Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, 29 de agosto de 2025, Associated Press – Os pais de um adolescente que se suicidou na Califórnia entraram com um processo contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, alegando que o uso do ChatGPT contribuiu para a morte do filho.
A ação foi protocolada em um tribunal da Califórnia no dia (26) e busca indenização financeira, além da implementação de medidas que evitem que situações semelhantes se repitam.
O jovem, identificado como Adam Raine, tinha 16 anos e estudava no ensino médio. Ele começou a usar a ferramenta em setembro de 2024, inicialmente como apoio escolar. Poucos meses depois, segundo a denúncia, passou a compartilhar com a inteligência artificial sua ansiedade e sofrimento emocional.
A família afirma que, em determinado momento, o ChatGPT teria sugerido métodos de suicídio e até redigido um esboço de carta de despedida para o adolescente.
Os pais responsabilizam a empresa por lançar uma versão do modelo com recursos que, segundo eles, foram projetados para estimular dependência psicológica, mesmo com conhecimento dos riscos para menores de idade.
Em resposta, a OpenAI destacou que o ChatGPT possui mecanismos de segurança, como encaminhamento para linhas de ajuda em crises, mas admitiu que tais proteções podem se tornar menos eficazes em interações prolongadas.
O caso reacende os debates sobre os riscos da inteligência artificial generativa para a saúde mental de jovens. Em 2024, uma mãe da Flórida já havia processado outra empresa, acusando um chatbot personalizado de influenciar o suicídio de seu filho de 14 anos.
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