Nagasaki, província de Nagasaki, Japão, 30 de agosto de 2025, Kyodo News – Um acordo foi firmado nesta sexta-feira (29) no processo judicial movido pelos pais de Nishiyama Hiroya, militar da Força Marítima da Autodefesa do Japão que tirou a própria vida em 2021, enquanto servia em um destróier na base de Sasebo, na província de Nagasaki.
Os pais alegaram que o suicídio do filho, então com 20 anos, foi resultado de assédio por parte de superiores e da exaustiva carga de trabalho. Durante o julgamento, relataram que Nishiyama era obrigado a preencher diariamente um “caderno de autorreflexão” e sofria restrições indefinidas para ir à terra firme, por motivos como fumar e consumir bebidas alcoólicas.
O governo contestou que a orientação pelo caderno era justificável e negou a imposição da proibição de desembarque.
O acordo inclui o reconhecimento do capitão do navio sobre a carga psicológica intensa imposta a Nishiyama e a expressão de pesar e condolências à família, juntamente com o compromisso de prevenir novos casos de suicídio entre os militares.
Além disso, o governo se comprometerá a pagar valor de compensação aos familiares, que inicialmente haviam pleiteado mais de 77 milhões de ienes (aproximadamente 524 mil dólares).
O caso evidencia os desafios enfrentados pelas forças de autodefesa japonesas no cuidado com a saúde mental de seus integrantes e reforça a necessidade de aprimorar políticas para prevenção de episódios semelhantes.
A resolução do processo traz esperança para uma mudança cultural e medidas efetivas no ambiente militar japonês visando o bem-estar dos servidores.
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