Brasília, Distrito Federal, Brasil – 6 de agosto de 2025 – Agência Central de Jornalismo – A nova fase da Vaza Toga, publicada nesta semana pelo jornalista David Ágape em parceria com Eli Vieira e Michael Shellenberger, expôs uma operação secreta do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que utilizou métodos ilegais para prender manifestantes ligados aos atos do dia 8 de janeiro de 2023.
A apuração, que traz à tona parte dos seis gigabytes de arquivos inéditos originalmente revelados por Glenn Greenwald e Fábio Serapião, detalha a criação de uma força-tarefa extraoficial dentro do TSE para investigar os acusados. A nova série revela como curtidas, postagens e até memes foram usados como justificativas para manter cidadãos presos por tempo indeterminado.
“Eles tentaram enterrar a verdade. Mas a verdade tem um defeito: ela insiste em aparecer”, afirma Ágape.
Segundo os documentos obtidos, essa força-tarefa operava sem qualquer base legal clara. Não havia ordens judiciais específicas, contraditório, ou direito à ampla defesa para os investigados. Foram utilizadas ferramentas internas do Judiciário para vasculhar redes sociais, classificando como suspeitos usuários que seguiram perfis de direita, criticaram o STF, o ministro Alexandre de Moraes ou o presidente Lula.
Entre os critérios para manutenção da prisão constavam:
- Apoio a páginas de direita
- Críticas ao STF ou a Moraes
- Curtidas em postagens sobre protestos
- Publicações antigas, inclusive anteriores a 2019, com viés ideológico contrário ao atual governo
Muitos dos presos, mesmo após a recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela soltura, continuaram detidos com base em tais indícios frágeis e politizados.
“Há casos de pessoas mantidas presas por tuítes de 2018 criticando o PT. Quatro anos antes da eleição presidencial de 2022”, revela o relatório.
A documentação também aponta que dados protegidos por sigilo foram acessados sem autorização legal, comprometendo não só o devido processo legal, mas também a confiança nas instituições judiciais.
Ágape afirmou que tentou compartilhar o material com grandes veículos de imprensa, mas todos se recusaram a publicá-lo, considerando-o “perigoso demais”. Ele ressaltou que publica os arquivos por um imperativo ético e jornalístico, mesmo sob risco à própria segurança e liberdade.
“Como jornalista, eu não posso me calar. Não enquanto houver brasileiros presos ou perseguidos injustamente”, escreveu.
A nova leva de documentos traz embasamento para críticas que já vinham sendo feitas por juristas, parlamentares e organismos internacionais sobre a condução dos inquéritos do 8 de janeiro. O material também reabre o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e a necessidade de mecanismos de controle e responsabilização.
A repercussão nas redes sociais tem sido intensa, com diversos parlamentares pedindo abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias. Até o fechamento desta matéria, o STF não havia se manifestado sobre os novos vazamentos.
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