Nova Orleans, estado da Louisiana, Estados Unidos, 31 de agosto de 2025, Associated Press (AP) – Sexta-feira (29) marcou vinte anos desde o impacto do furacão Katrina, fenômeno que devastou Nova Orleans e regiões próximas em 2005, deixando mais de 1.800 mortos e expondo falhas no sistema de resposta a emergências dos Estados Unidos. No aniversário da tragédia, a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) volta ao centro das atenções, agora sob nova onda de cortes e reestruturação impulsionada pela administração do presidente Donald Trump.
A data foi marcada por homenagens e momentos de silêncio em memória das vítimas. Especialistas e políticos expressam preocupação com a capacidade da FEMA de atuar diante de novos desastres, intensificada por críticas do presidente, que classificou a agência como “decepcionante, cara, burocrática e lenta”.
“FEMA perdeu um terço dos seus funcionários este ano, parte das mudanças e incentivos do governo para redução do quadro”, alerta carta assinada por servidores e enviada à Câmara dos Representantes.
As mudanças já afetam operações recentes: durante uma enchente no Texas que matou mais de 130 pessoas, críticas à liderança e à prioridade por cortes de custos comprometeram a missão da agência. O especialista Declan Crowe afirmou em entrevista que as novas políticas dificultam a permanência dos trabalhadores, prejudicando a assistência às vítimas.
A revisão administrativa, aliada à pressão por eficiência orçamentária, gera preocupação sobre a capacidade da FEMA de cumprir seu papel essencial em cenários de crise.
Vinte anos após Katrina, a agência vive dilema: equilibrar custos e estrutura sem perder a prontidão para proteger a população dos Estados Unidos.
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