Washington, D.C., Estados Unidos, 16 de julho de 2025, CNN – O ex-presidente norte-americano Donald Trump teria perguntado ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, se Kiev seria capaz de lançar ataques contra Moscou e São Petersburgo, caso os Estados Unidos fornecessem armamentos de longo alcance. A revelação foi feita nesta quarta-feira (16), com base em informações de interlocutores próximos à conversa telefônica realizada no dia 4 de julho.
“Volodymyr, você pode atingir Moscou? Pode atingir São Petersburgo também?”, teria questionado Trump, segundo fontes familiarizadas com a ligação. Zelenskyy teria respondido: “Com certeza. Podemos, se vocês nos derem as armas”.
A Casa Branca reagiu rapidamente às informações, afirmando que as declarações de Trump foram tiradas de contexto. A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que o ex-presidente apenas fez uma pergunta e “não estava incentivando mais violência”.
Em declarações posteriores à imprensa, Trump tentou amenizar o tom, dizendo que Zelenskyy “não deveria atacar Moscou” e ressaltou que os Estados Unidos não estão planejando enviar mísseis de longo alcance à Ucrânia.
Apesar da tentativa de recuo, Trump intensificou sua postura diante da Rússia nesta semana. Prometeu novos envios de armamentos para Kyiv, incluindo sistemas antiaéreos Patriot, e ameaçou impor pesadas tarifas a Moscou se não houver um acordo de paz dentro de 50 dias.
As declarações causaram reações imediatas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os comentários de Trump são “bastante sérios” e que a Rússia “precisa de tempo para analisá-los”.
Já a China também demonstrou insatisfação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, declarou em coletiva:
“Guerras comerciais não têm vencedores. Coerção e pressão não levarão a lugar algum.”
No mesmo dia, o presidente chinês Xi Jinping se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Pequim, onde ambos reafirmaram o compromisso com o fortalecimento da cooperação bilateral.
O episódio reacende tensões diplomáticas e amplia a incerteza sobre os rumos da guerra na Ucrânia e o envolvimento direto de grandes potências mundiais.
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