Otsu, Shiga, Japão – 26 de julho de 2025, NHK – A Polícia da Província de Shiga decidiu não apresentar recurso contra a decisão judicial que a condenou a pagar indenização por uma investigação considerada ilegal, que levou à condenação injusta da ex-assistente de enfermagem Nishiyama Mika. A decisão encerra um capítulo doloroso de um caso que se arrastava desde 2003.
Nishiyama foi acusada de assassinar um paciente no Hospital Memorial Koto, na cidade de Higashiomi. Após cumprir uma pena de 12 anos de prisão, ela foi inocentada em um novo julgamento, que reconheceu falhas graves no processo investigativo.
Em busca de justiça, Nishiyama entrou com uma ação civil contra os governos central e provincial exigindo reparação. Em 17 de julho, o tribunal distrital reconheceu a responsabilidade da polícia da província, determinando o pagamento de mais de 31 milhões de ienes — cerca de 210 mil dólares — à ex-detenta.
“O tribunal não aceitou parte de nossos argumentos. Levo isso com seriedade e, por isso, decidimos não recorrer. Consideramos a angústia da autora e o peso que esse processo teve em sua vida”, declarou Ikeuchi Hisaaki, chefe da polícia de Shiga, em entrevista coletiva realizada na sexta-feira (25).
Apesar da decisão da polícia local, o caso pode não estar completamente encerrado. A defesa de Nishiyama indicou que pretende recorrer da parte da decisão que isentou o governo central de qualquer responsabilidade, o que deve levar o caso ao tribunal superior.
O desfecho parcial marca um passo importante no reconhecimento de erros judiciais no Japão, ao mesmo tempo em que reacende o debate sobre a responsabilização das instituições públicas em casos de condenação indevida.
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