Tokyo, Japão, 16 de julho de 2025, NHK – O governo japonês divulgou, nesta quarta-feira (16), o Relatório de Defesa de 2025, documento que expressa profunda preocupação com o crescente nível das atividades militares da China na região, especialmente em áreas próximas ao território japonês.
Segundo o relatório, apresentado em reunião de gabinete, houve um aumento significativo na presença militar chinesa, incluindo a primeira intrusão registrada de uma aeronave militar da China no espaço aéreo japonês em agosto do ano passado, além da entrada de um porta-aviões chinês na zona contígua do Japão em setembro do mesmo ano.
“Essas ações não apenas elevam o nível de tensão na região, como colocam em risco a segurança do nosso país e da ordem internacional baseada em regras”, destaca o relatório.
O documento também aponta a crescente cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia. Tóquio vê com preocupação o envio de mísseis balísticos e outros armamentos norte-coreanos para Moscou, além da possibilidade de tropas norte-coreanas se juntarem às forças russas no conflito na Ucrânia.
Diante desse cenário instável, o Ministério da Defesa do Japão anunciou uma série de medidas para fortalecer a capacidade de resposta das Forças de Autodefesa. Entre as principais ações estão:
O início da implantação de mísseis stand-off com capacidade de ataque fora do alcance inimigo;
O desenvolvimento de um sistema de constelação de satélites interligados para coleta de informações de alvos estratégicos;
A consolidação da liderança militar com o recém-criado Comando de Operações Conjuntas, responsável por unificar as ações das forças terrestre, marítima e aérea.
“Esse comando conjunto permite que o Japão tome decisões rápidas e coordenadas, fortalecendo sua capacidade de resposta frente a ameaças emergentes”, explica o documento.
Outro ponto abordado é a escassez de novos recrutas nas Forças de Autodefesa. Para enfrentar esse desafio, o governo pretende aumentar salários, melhorar as condições de vida e estender a idade de aposentadoria dos militares.
O relatório de 2025 sinaliza uma mudança estratégica no posicionamento do Japão frente ao cenário de segurança na Ásia-Pacífico, reforçando a necessidade de prontidão militar diante de ameaças externas cada vez mais complexas.
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