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Exportações da China aos EUA recuam menos em junho

Negociações tarifárias e envio antecipado de produtos reduzem ritmo da queda nas vendas chinesas

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Pequim, China, 15 de julho de 2025 – Xinhua News Agency – A queda nas exportações chinesas para os Estados Unidos desacelerou no mês de junho, refletindo uma corrida de exportadores para antecipar envios antes do prazo de agosto e sinais de trégua nas negociações tarifárias entre os dois países.

Segundo dados oficiais das autoridades alfandegárias chinesas, os embarques com destino aos EUA diminuíram 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Embora o índice continue negativo, ele representa uma melhora significativa frente à retração de 34,5% registrada em maio.

Esse movimento é atribuído à tentativa de empresas chinesas de enviar produtos antes do prazo de 15 de agosto, quando termina a suspensão temporária de tarifas adicionais acordada entre Washington e Pequim. Importações vindas dos Estados Unidos também apresentaram um recuo menor: 15,5% em junho, frente à queda mais acentuada do mês anterior.

“Apesar das tensões comerciais persistentes, as empresas chinesas mantêm estratégias logísticas para minimizar impactos das tarifas, aproveitando o prazo de negociações em vigor”, avaliou um analista local.

O acordo provisório firmado entre os dois países em meados de maio reduziu parte das tarifas adicionais e prorrogou por 90 dias a trégua, permitindo avanços nas negociações.

Enquanto o comércio com os EUA ainda enfrenta turbulências, os dados globais da balança chinesa em junho foram mais otimistas. As exportações gerais do país cresceram 5,8%, impulsionadas pelas vendas ao Sudeste Asiático e à Europa. Já as importações aumentaram 1,1%.

Uma prática recorrente que tem ganhado força envolve o envio de peças e componentes a países do Sudeste Asiático, onde os produtos são montados e, posteriormente, reexportados para os Estados Unidos. No entanto, essa estratégia poderá ser afetada por novas tarifas americanas previstas para entrar em vigor em 1º de agosto, abrangendo grandes economias da região.

Com a aproximação da nova rodada de tarifas, o comércio global segue atento aos desdobramentos entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

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