Bangkok, Tailândia, 8 de julho de 2025, Thai News Agency – Empresas tailandesas estão correndo contra o tempo para enviar seus produtos aos Estados Unidos antes que novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente americano Donald Trump entrem em vigor.
Com o fim da pausa nas chamadas tarifas “recíprocas” se aproximando, exportadores temem a imposição de uma taxa de 36%, como originalmente proposto por Trump. A medida poderá impactar fortemente setores como o de alimentos e produtos industriais.
O ministro das Finanças da Tailândia, Pichai Chunhavajira, esteve em Washington na última quinta-feira (3), onde se reuniu com o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer. As negociações continuam, mas até o momento não houve um acordo.
Uma empresa tailandesa do setor de alimentos para animais, que depende dos Estados Unidos para cerca de 30% de suas vendas, vive dias de tensão e ritmo acelerado. Funcionários trabalham dobrado para embalar os produtos e cumprir os prazos exigidos pelos compradores norte-americanos.
“Nossos clientes estão pedindo entregas antes do prazo final. Estamos enviando quase o dobro do volume de um ano normal”, disse Chatchai Lertviwatkul, diretor operacional da empresa.
Segundo Chatchai, encontrar novos mercados capazes de substituir o volume de exportações aos EUA é uma tarefa extremamente difícil. Para lidar com a possível perda, a companhia está adotando medidas de contenção de gastos, como a automação de partes do processo produtivo.
“Esperamos que as negociações avancem e que as tarifas sejam reduzidas, se não evitadas”, completou o executivo.
Enquanto isso, diversas empresas tailandesas adotam estratégias semelhantes, antecipando remessas e buscando mitigar os impactos das possíveis novas tarifas. O cenário, ainda incerto, pode redefinir o panorama comercial entre Tailândia e Estados Unidos nos próximos meses.
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