Pequim, China, 5 de junho de 2025, Xinhua News Agency – Embaixadas estrangeiras em Pequim marcaram, na quarta-feira (4), os 36 anos do massacre de Tiananmen com publicações em redes sociais internacionais, evitando plataformas chinesas para fugir da censura local. O episódio, ocorrido em 1989, permanece um dos assuntos mais sensíveis e proibidos de discussão pública na China.
A Embaixada britânica divulgou um vídeo curto que faz referência à imagem icônica de um homem parado diante de tanques. O vídeo mostra o cenário sendo gradualmente apagado em branco, até o desaparecimento do homem, em uma alusão à supressão do regime chinês sobre a memória do evento.
Já a Embaixada dos Estados Unidos publicou uma declaração do secretário de Estado Marco Rubio, afirmando que o Partido Comunista Chinês “tenta ativamente censurar os fatos, mas o mundo nunca esquecerá”. A mensagem destacou a coragem dos chineses que morreram ao tentar exercer liberdades fundamentais e lembrou daqueles que continuam sofrendo perseguição por buscarem justiça e responsabilização pelo ocorrido em 4 de junho de 1989.
As postagens foram feitas exclusivamente em plataformas internacionais, como o X, para evitar a remoção imediata pelas autoridades chinesas. O governo chinês mantém rígido controle sobre o que é publicado nas redes sociais locais e persegue qualquer menção ao massacre de Tiananmen.
Apesar da censura, embaixadas estrangeiras seguem usando canais alternativos para lembrar o massacre e defender os direitos humanos. A iniciativa reforça a importância da liberdade de expressão e do direito à memória histórica, temas centrais na agenda diplomática ocidental.
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