Pequim, China, 19 de março de 2025 (Japan Standard Time) – Xinhua News Agency – O governo chinês intensificou as críticas à decisão de um conglomerado sediado em Hong Kong de vender a operadora de dois portos no Canal do Panamá a um consórcio que inclui o fundo de investimento norte-americano BlackRock.
A CK Hutchison, empresa responsável pelos terminais, anunciou neste mês um acordo para vender 90% de sua participação na operadora portuária. O negócio gerou forte reação da mídia pró-Pequim em Hong Kong, que questionou os motivos da venda para “forças americanas com intenções suspeitas”. Alguns veículos também levantaram dúvidas sobre a consideração dos interesses nacionais na decisão.
O Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China republicou diversas dessas matérias em seu site desde a última quinta-feira (13), reforçando as preocupações de Pequim sobre a venda de ativos estratégicos.
Nos últimos anos, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump manifestou preocupação com a influência chinesa no Canal do Panamá, chegando a sugerir que o controle da infraestrutura fosse retomado pelos EUA.
O governo chinês vê a transação como um sinal de que a CK Hutchison cedeu à pressão americana, em um momento de crescente tensão entre as duas potências. Pequim tem exigido que empresas de Hong Kong demonstrem lealdade ao país e contribuam para a estratégia nacional, o que tem alarmado alguns empresários do setor privado diante do aumento da interferência estatal.
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