Pequim, China, 27 de março de 2025, Agência de Notícias Xinhua – O editor-chefe da Gusa Publishing, Li Yanhe, foi condenado a três anos de prisão por um tribunal de Xangai sob a acusação de “incitar secessão”. A sentença, proferida em 17 de fevereiro, também inclui a privação de direitos políticos por um ano e uma multa de 50.000 yuans (aproximadamente US$ 6.900). Li, que é cidadão chinês residente em Taiwan, não recorreu da decisão.
Li foi detido em março de 2023, durante uma visita à China para visitar familiares e resolver questões de residência. Sua editora, Gusa Publishing, é conhecida por publicar livros críticos ao governo chinês, abordando temas como corrupção e autoritarismo. A condenação de Li gerou preocupações sobre a liberdade de imprensa e os riscos enfrentados por editores que publicam conteúdos sensíveis ao governo chinês, mesmo fora do continente.
Organizações internacionais de direitos humanos, como Repórteres Sem Fronteiras, condenaram a sentença, classificando-a como uma violação da liberdade de informação e um reflexo do desrespeito de Pequim pelos direitos fundamentais. O governo de Taiwan também criticou a decisão, acusando a China de tentar intimidar os setores cultural e acadêmico da ilha.
Este caso ressalta as crescentes tensões entre China e Taiwan, bem como as preocupações sobre a liberdade de expressão e os limites impostos pelo governo chinês a críticas e dissidências.
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