Yangon, Myanmar, 24 de fevereiro de 2025, NHK – Milicianos de uma minoria étnica que patrulham a fronteira de Myanmar anunciaram que libertaram cerca de 3.000 estrangeiros que estavam sendo forçados a trabalhar em centros de fraude no leste do país, próximo à Tailândia.
Um oficial de alto escalão do grupo armado BGF (Border Guard Force) falou à NHK no domingo (23), relatando a operação realizada no sábado (23) no local conhecido como KK Park. Esse centro é amplamente reconhecido como um ponto de tráfico humano, fraudes online e outras atividades criminosas. Syndicatos criminosos chineses são suspeitos de usar o local para expandir suas operações nos últimos anos.
Entre os resgatados, pessoas de 15 países e regiões foram libertadas, embora nenhum cidadão japonês tenha sido encontrado entre eles. A maioria das vítimas foi atraída online com promessas de empregos bem remunerados, mas acabou sendo forçada a participar de atividades criminosas, especialmente operações de fraude.
O BGF também encontrou outros centros de operação semelhantes, e as autoridades planejam continuar as investigações e incursões em outras instalações no país. O oficial afirmou que mais de 90% dos resgatados foram aliciados por meio da internet, e a maioria dos centros de operação é gerida por cidadãos chineses.
Apesar do sucesso da operação, muitos estrangeiros continuam em cativeiro, e as autoridades de Myanmar reiteram a necessidade de vigilância contínua para combater o tráfico e outras formas de exploração criminal.
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