Tóquio, Japão, 14 de fevereiro de 2025 – Agência de Notícias Reuters – O Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) divulgou nesta quarta-feira (12) que o número de jornalistas e trabalhadores da mídia mortos em 2024 atingiu um recorde, com pelo menos 124 mortes registradas ao longo do ano, um aumento de 22% em comparação a 2023.
O levantamento também destacou que cerca de 70% das mortes foram relacionadas a ataques realizados por Israel, principalmente na Faixa de Gaza, onde 82 jornalistas perderam a vida. Outros três morreram no Líbano, em incidentes ligados ao conflito.
Além da escalada no Oriente Médio, o CPJ registrou mortes em outros países. Seis jornalistas foram mortos no Sudão e no Paquistão, cinco no México, e outros quatro na Síria. Também houve três mortes no Iraque e em Mianmar.
De acordo com a organização, ao menos 24 desses profissionais foram assassinados de maneira deliberada devido ao seu trabalho jornalístico. Um dos casos mais notáveis foi o de um jornalista da Al Jazeera, que foi morto em um ataque aéreo israelense em Gaza.
Jodie Ginsberg, CEO do CPJ, afirmou que “a guerra em Gaza é sem precedentes em seu impacto sobre jornalistas”, e reforçou a necessidade de proteção para os profissionais de mídia em zonas de conflito.
O aumento alarmante de mortes de jornalistas aponta para um ambiente cada vez mais perigoso para a liberdade de imprensa em diversas partes do mundo, com uma crescente falta de segurança para quem trabalha para relatar a realidade de situações de guerra.
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