Moscou, Rússia, 26 de janeiro de 2025 (Agência Tass) – O governo russo anunciou estar disposto a iniciar negociações com os Estados Unidos sobre desarmamento nuclear. A declaração vem após o ex-presidente norte-americano Donald Trump ter manifestado interesse em reduzir arsenais nucleares durante uma participação por videoconferência no Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, Suíça, na última quinta-feira (23).
Trump mencionou conversas anteriores com o presidente russo, Vladimir Putin, nas quais ambos teriam discutido a possibilidade de “reduzir drasticamente” as armas nucleares. Ele também afirmou que a China vê com bons olhos a ideia.
Em coletiva de imprensa na sexta-feira (24), Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, confirmou o interesse de Moscou em retomar as negociações. “Estamos prontos para reiniciar o processo o quanto antes, mas é essencial considerar também outras potências nucleares, como França e Reino Unido”, afirmou Peskov.
No entanto, Peskov destacou que os Estados Unidos têm interrompido contatos substantivos com a Rússia, colocando a responsabilidade pelo avanço das negociações nas mãos de Washington.
Enquanto isso, Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, informou que cerca de 450 mil pessoas assinaram contratos com o Ministério da Defesa do país no último ano. Segundo analistas, essas medidas refletem uma tentativa de Moscou de reforçar suas forças armadas em meio ao conflito contínuo na Ucrânia, evitando um recrutamento compulsório que poderia gerar insatisfação popular.
Especialistas observam que, apesar das baixas sofridas na Ucrânia, as autoridades russas continuam priorizando a contratação de soldados voluntários com promessas de altos salários.
As negociações de desarmamento nuclear, se concretizadas, poderão marcar um momento significativo na política global, trazendo implicações para a segurança internacional e a estabilidade entre as principais potências mundiais.
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