Seul, Coreia do Sul, 4 de dezembro de 2024, Yonhap – O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol declarou lei marcial de emergência na noite de terça-feira (3), alegando que a política nacional está paralisada e que a medida é necessária para proteger a ordem constitucional.
A decisão surpreendente enviou ondas de choque por todo o país, que tem sido considerado democrático desde a década de 1980. O Ministério da Defesa instruiu os militares a reforçar a vigilância, e o comando da lei marcial anunciou a proibição de todas as atividades políticas, incluindo atividades partidárias e reuniões civis na Assembleia Nacional.
Em resposta à declaração de Yoon, a Assembleia Nacional realizou uma sessão plenária na madrugada de quarta-feira (4) e aprovou por unanimidade uma resolução pedindo a suspensão da lei marcial de emergência. O gabinete do presidente da assembleia anunciou que a declaração foi anulada.
A situação permanece tensa, com confrontos entre policiais e cidadãos próximos à entrada da Assembleia Nacional em Seul. Helicópteros militares foram vistos sobrevoando o local.
O líder do partido governista People Power Party, Han Dong-hoon, criticou a decisão do presidente, afirmando que a declaração de lei marcial é errada e que irá bloqueá-la junto com o povo.
A embaixada japonesa em Seul enviou um e-mail aos residentes japoneses na Coreia do Sul, pedindo que fiquem alertas e atentos a futuros anúncios. Um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca informou que Washington está em contato com Seul e acompanhando de perto a situação.
A declaração de lei marcial causou impacto imediato nos mercados financeiros, com o won sul-coreano caindo acentuadamente em relação ao dólar americano. A situação continua em desenvolvimento, com incertezas sobre as medidas específicas que serão tomadas e seus efeitos na governança e democracia do país.
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